quinta-feira, outubro 15, 2015

PERFÍDIAS


Estacionando o meu carro, bati a porta de sua casa. Ela abriu de seguida, como se estivesse já a minha espera.

– Alguma coisa Cleyde? – De um jeito muito seco e sério, ela me interrogou.

– Mara eu vim pedir desculpas. Eu me portei mal. – Quando vi que ela nem olhava para mim, questionei. – Não vais me deixar entrar?

E assim, nos dirigimos para sala de estar e nos sentamos. Sentia um frio enorme na barriga, mas me concentrei e continuei.

– Eu me portei de forma errada, mas prometo que nunca mais irá acontecer…

– Pára Cleyde! Estou farta desse teu jeito. – Me cortou de seguida. – Eu sempre te falei de prudência, mas as suspeitas falam sempre mais alto em tua vida. Sempre te apoiei, mas chegares até ao ponto de dizeres que eu tenho um caso com o teu marido, isso é demais. – E ela começou a lagrimar. Me sentia agoniada com aquela situação, peguei a sua mão e puxei-a para mim. Fazia uma resistência, mas depois acabou cedendo.

– Eu sei que errei amiga, fui longe demais. Mas estou aqui te pedindo perdão. Isso nunca mais voltará acontecer, eu prometo. Eu também não sei porquê sou assim, eu preciso da tua ajuda. Não me despreza numa hora como esta.

E lá ficamos naquele bate-papo. Pouco depois já estávamos mais calmas. Pedi o telefone dela a fim de fazer uma chamada. Fui discando número e quando terminei de discar parei, soltei um sorriso para o nada. Do outro lado alguém atendeu, de seguida desliguei, levantei e sem dizer mais nada comecei a me dirigir até a porta da saída. Mara chamava por mim, e tentava impedir os meus passos, mas eu não ligava as atitudes dela. Subi no meu carro e fui embora.

Naquele dia compreendi que o mundo está cheio de surpresas, mas não devemos nos espantar ao recebermos elas, devemos apenas estar preparados para que quando elas vierem não nos assolem demais. Traições, sempre terão no nosso dia-a-dia.

Já ia me esquecendo, o número que disquei no telefone da Mara, era o do meu marido. Era meu desejo ligar para ele e dize-lo que já tinha me entendido com a Mara. Só que quando acabei de discar o mesmo número, no visor apareceu: “Meu bem”, e quando ele atendeu do outro lado, a primeira palavra que ele falou foi: “Tudo bem amor”.

16 comentários:

  1. Gostei bastante!

    r: Muito, muito obrigada *.*

    ResponderExcluir
  2. Só fiquei um pouco confuso com os nomes:

    – Alguma coisa Cleyde? – De um jeito muito seco e sério, ela me interrogou.
    – Mara eu vim pedir desculpas. Eu me portei mal. – Quando vi que ela nem olhava para mim, questionei. – Não vais me deixar entrar?

    Já ia me esquecendo, o número que disquei no telefone da Cleyde, era o do meu marido...

    Dá uma conferida.
    Abraço.

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Nossa.! k atenção Claudio. obrigado pelo aviso. voce é d +...

      Excluir
  3. De fato. Cláudio tem razão. O que dá sentido à história é a Mara estar contando desde o começo e não a Cleyde. Mas é um excelente texto! Atos falhos sempre deixam as pessoas em péssima situação! Grande abraço!

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Lucas vlew... está retificado. welcome! obrigadão

      Excluir
  4. r: Muito obrigada!
    Não conhecia o outro blogue, por isso agradeço também a partilha*

    ResponderExcluir
  5. OI TELÉ!
    VENHO AGRADECER TUA VISITA E TE DIZER QUE JÁ ESTOU TE SEGUINDO.
    TEU TEXTO É MUITO BOM E O FINALIZAS DE FORMA SURPREENDENTE.
    GOSTEI MUITO E PRETENDO AQUI VOLTAR E TE RECEBER SEMPRE LÁ NO "SÓ PRA DIZER"
    ABRÇS
    -
    http://zilanicelia.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
    Respostas
    1. Obrigado Zilani!
      Eu é quem agradeço...
      Estarei sempre lá. lendo teus textos.

      Excluir
  6. Telé, adoro ler seus textos.
    Muito bom!

    Um beijo,

    http://alicetwins.blogspot.com.br/

    ResponderExcluir
  7. Indicado ao Prêmio Dardos
    http://varaldepoesia.blogspot.com.br/2016/01/premio-dardos.html

    ResponderExcluir