segunda-feira, julho 27, 2015

PERSPICUIDADE OU ENIGMA…



Eu sou a inocência
Sou a absurda certeza
Sou a ansiedade criança
Sou o enganoso domínio

Eu sou o princípio de tudo
Sou o auge
O findar é próprio!
Sou o desenlace

Eu sou o choro, chamado remorso
Sou a alegria que sucede a tristeza e
Vice-versa

Eu sou o calar da decepção
Que depositou toda confiança
E por fim, auferiu o troco ingrato

Eu sou o resultado que o mais criativo desejou
A graça que a existência depreciou
Prezo no pretexto que o mesmo procurou

Eu sou o sopro o que escritor desenhou
A culpa que o fruto tomou
Por causa da alforria que o mesmo almejou

Sim, eu sou…
Sou o fôlego, sou a luta
Sou a parecença divina
Perspicuidade ou enigma
Eu sou a vida!